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15/02/2008
Pais começam a armazenar sangue de cordão umbilical

Na hora de preparar o enxoval do bebê, alguns pais passaram a acrescentar um item que consideram indispensável: o armazenamento do sangue do cordão umbilical. O procedimento é uma espécie de “seguro de vida” e pode ser uma forma de prevenir sofrimentos futuros, já que nesse material estão presentes células-tronco – estruturas capazes de se transformar em novos tecidos do organismo. Na tentativa de assegurar a cura de futuras doenças, que possam ser desenvolvidas pela criança, é cada vez maior o número de pais que recorrem aos serviços de empresas privadas que coletam o sangue do cordão umbilical para congelamento.





Embora ainda não exista um banco de células-tronco na Bahia, o serviço de coleta já é disponível. Uma das empresas que atuam na capital baiana é a Cordcell, que, até o mês de março, promove curso para gestantes em parceria com a loja infantil Planeta Bebê. A atividade é gratuita e acontece todas as quintas-feiras. Durante os encontros, as futuras mamães conhecem as vantagens da coleta de células-tronco do cordão umbilical e da terapia celular, uma das grandes esperanças da medicina para cura de diversas doenças, nos últimos anos.



“O nosso objetivo é divulgar a técnica à população, para que ela saiba que é um serviço acessível. São materiais importantes que estão sendo jogados no lixo”, ressaltou a especialista em hematologia e hemoterapia da Cordcell, Simone Quaglia. Ela explica que as células-tronco retiradas do cordão umbilical têm como principal vantagem em relação às células embrionárias, por exemplo, a garantia de quase 100% de compatibilidade e o risco mínimo de rejeição. “São células jovens que são colhidas na “hora zero” e têm alto potencial de compatibilidade. Esse procedimento é indolor e não interfere no parto”, afirma.



Cura – De acordo com a especialista, atualmente, as células-tronco do cordão umbilical são utilizadas com grande êxito para cura de doenças do sangue como leucemia e linfoma, mas também têm se mostrado muito eficazes no tratamento de patologias cardíacas. O cordão umbilical tem vantagens sobre outras fontes, porque suas células não foram submetidas às agressões ambientais, físicas, biológicas ou psíquicas, preservando intacto o seu potencial terapêutico.





Embora não seja considerado um investimento de alto custo para os pesquisadores, a técnica, cada vez mais necessária na medicina, ainda está fora da realidade da maioria dos brasileiros. O preço médio para realizar a coleta, o processamento do material e o congelamento é de R$4 mil e a taxa de manutenção anual é de R$500.





A técnica de criopreservação de células-tronco do sangue do cordão umbilical é feita através de congelamento e do armazenamento do material biológico em tanques de nitrogênio líquido, com temperaturas inferiores a 196ºC negativos. O tempo de congelamento é indeterminado.





“Para nós não é um custo, mas sim um investimento. Futuramente, o indivíduo pode garantir a cura de sua doença”, avaliou a superintendente da Cordcell, Maria Ignez Aveiro. Ela ressalta que a empresa é a única no país que, além do congelamento do sangue, fornece ao segurado atendimento com equipe médica própria e cobertura para o procedimento da infusão da célula. Para maiores informações sobre o congelamento de células-tronco ligar para: 0800 7722200. Inscrição para o curso de gestantes podem ser feitas pelo (71) 3353-3563.



FONTE: Correio da Bahia