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04/12/2009 CordCell em Recife
Empresa é pioneira no desenvolvimento da especialidade no Brasil
Por José Neves Cabral
SÃO PAULO - O polo médico do Recife, considerado o segundo melhor do país, ganha mais um investimento de peso, com a chegada à Ilha do Leite do Laboratório CordCell, especializado em coletar, processar e armazenar sangue do cordão umbilical (que contém a maior quantidade de células-tronco) com a mesma tecnologia utilizada nos grandes centros do mundo.
Atualmente, as células-troncos são utilizadas para tratar doenças como leucemia, síndromes de falência da medula óssea e vários tipos de anemia.. De acordo com o hematologista pernambucano Adelson Alves, sócio-proprietário do CordCell, o emprego de células-tronco nas doenças onco-hematológicas, já faz parte da rotina médica com expressivo sucesso e vantagens absolutas sobre as células-tronco da medula óssea.
A CordCell é uma das únicas empresas do país a fazer gratuitamente o transplante de células-tronco, bem como o acompanhamento clínico, na sua sede, nas especialidades de hematologia e onco-hematologia, das crianças que efetuam congelamento com o banco.
Em entrevista concedida na sede do laboratório, em São Paulo, o hematologista destacou o pioneirismo do CordCell no desenvolvimento da especialidade no Brasil. A empresa é o único serviço de congelamento de células-tronco que está inserido num Centro de Terapia Celular com mais 35 anos de atuação e experiência na manipulação e nos procedimentos de alta complexidade.
A ideia de montar um centro desse nível no Brasil começou a surgir quando Adelson Alves assistiu, na França, a um procedimento de transplante realizado pela médica Eliana Gluckman em um paciente que era portador de uma doença incurável, Anemia de Fanconi. “A terapia celular com células-tronco do cordão umbilical ou medula óssea já é uma realidade e, naquela época, antevia uma revolução científica nos métodos de tratamento de muitas doenças. Este paciente permanece vivo e saudável até hoje. O sangue que propiciou este fato inédito na medicina foi coletado no nascimento de seu irmão”, explica Adelson. Vinte anos depois, ele lembra que foi convidado pelo hospital francês para comemorar o êxito daquela cirurgia e lá encontrou o jovem que passou pelo procedimento saudável e já com uma família constituída.
Os primeiros estudos focando o emprego das células-tronco na reparação de órgãos adultos foram apresentados na revista Nature, em 2001. “Os pesquisadores demonstraram que as células-tronco, quando injetadas no animal de experimentação, após o infarto do miocárdio, diminuíam a área de infarto e melhoravam a performance cardíaca”, explica Adelson Alves
O presidente do laboratório, o doutor Elíseo Sekiya explicou que inúmeras pesquisas têm sido realizadas em todo o mundo e em diversas áreas da medicina, além da cardiologia. Nas doenças neurológicas, como Esclerose Múltipla, Acidente Vascular Cerebral, Trauma Raquimedular, Parkinson e Diabetes Tipo I, elas representam, se não a cura, pelo menos uma melhor qualidade de vida para inúmeros pacientes. “Hoje, a terapia celular com células tronco é uma realidade e que muitos benefícios tem trazido no tratamento de doenças. Amanhã, tendo em vista, o seu enorme potencial em solucionar problemas que ainda não têm solução, trará novas esperanças para a cura de outros males”, assegura.
A coleta de sangue do cordão umbilical é realizada no momento do parto, em um processo rápido. Em seguida, o material coletado é conduzido para os laboratórios CordCell em São Paulo para ser armazenado em tanques de nitrogênio líquido a – 196°C.
O material processado é separado em duas amostras, que passam por testes de viabilidade, contagem celular e exames microbiológicos. Após a separação das células-tronco, a unidade é congelada em bolsas especiais – o congelamento tem como objetivo preservar as células-tronco vivas, de forma que possam, quando reconstituídas, manter seu alto grau de viabilidade e integração, sem induzir toxidades ao organismo
A empresa também disponibiliza para os clientes, sem custo adicional, um convênio médico que garante o acompanhamento clínico com especialistas (hematologistas, oncologistas e oncopediatras) nos casos em que for necessário utilizar células-tronco.
O custo da armazenagem está em torno de R$ 3.500, mais um valor anual de manutenção de R$ 500. O telefone para contato, no Recife, é 3221 5763.
FONTE: Revista Algo Mais
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